Ubuntu e sua filosofia

O Ubuntu foi desenvolvido em 2004 pela empresa Canonical, fundada pelo sul-africano Mark Shuttleworth, baseado na distribuição Debian. Shuttleworth foi o primeiro sul-africano a ir pro espaço. De volta à Terra fundou a Canonical ltd, uma empresa inglesa que desenvolve e dá suporte ao sistema livre Ubuntu. A versão principal do Ubuntu é derivada do Debian Unstable. A proposta é oferecer um sistema operacional para que qualquer pessoa possa utilizar, independente do nível de conhecimento, nacionalidade ou limitações.
O Ubuntu diferencia-se do Debian por três aspectos principais:
1) Tem versões lançadas semestralmente;
2) Disponibiliza suporte técnico nos nove meses seguintes ao lançamento de cada versão. São cinco anos de suporte para as versões LTS – Long Term Support – para desktop e também para as versões servidor;
3) E pela filosofia em torno de sua concepção.

Ubuntu é um conceito presente no continente africano e se refere à humanidade em sua essência. É uma palavra sem tradução exata. Na Àfrica do Sul a noção de Ubuntu ligou-se a luta contra o Apartheid e influenciou Nelson Mandela na busca de uma política de reconciliação nacional.

“Uma pessoa com Ubuntu é aberta e disponível aos outros, assistente aos outros, não se sente ameaçada por outros que são capazes ou bons, uma vez que ele ou ela tem uma auto-confiança que vem do saber que ele ou ela pertence a um conjunto maior e é diminuído quando os outros são humilhados ou diminuído quando os outros são torturados ou oprimidos.” (Desmond Tutu)

Desmond Mpilo Tutu é arcebispo da Igreja Anglicana e Prêmio Nobel da Paz (1984) por sua luta contra o Apartheid em seu país natal. Desmond também é o primeiro negro a ocupar o cargo de Arcebispo da Cidade do Cabo.

Procurar no blog: